A Intercambista

A maior mudança de todas

Eu sempre ouvi que quando a gente volta do intercâmbio, tudo está igual. Mas para mim, não importa se eu ficar no Brasil ou voltar para os Estados Unidos, nada será o mesmo.
As coisas estão em constante mudança, e no dia 11 de agosto – enquanto eu aproveitava o meu intercâmbio – recebi uma notícia que mudou e mudará toda a minha vida. O meu pai faleceu.
Eu não tenho palavras que demonstram o que eu estou sentindo, é como se estivesse faltando uma parte de mim. É uma vontade absurda de fugir, mas ainda que eu fizesse isso esse sentimento de vazio no peito não mudaria.
É claro que eu não poderia ficar lá nos Estados Unidos. Tudo o que eu mais queria era voltar naquele momento, mas como não era possível, compramos uma passagem para o dia seguinte.
Antes de mais nada: sim, eu vou voltar para os EUA. A minha passagem já está marcada para o dia 28 de agosto (alguém mais?) e lá eu ficarei um ano continuando o sonho que eu e meu pai dividíamos.
Uma coisa que eu aprendi com isso é nunca deixar nada para depois; há tanta coisa que eu gostaria de ter falado e feito, mas não deu tempo. Sabe, se você quiser conversar com eles de madrugada, converse. Se quiser ficar horas no skype, fique! Não deixe nada mudar a sua vontade de matar a saudades daqueles que você ama, pois pode ser que o amanhã seja tarde de mais. Talvez você prive a sua família de falar com você pelo simples fato de “quero aproveitar o meu intercâmbio e preciso aprender a ficar longe deles”, mas deixe esse pensamento de lado – você aprende a organizar essas conversas, que acabam se tornando não tão diárias, com o tempo.
Outra coisa que eu gostaria muito que você soubesse é que não importa se for intercâmbio de um mês ou de um ano, muita coisa estará diferente na sua volta.  Digo isso pois eu fiquei 12 dias nos Estados Unidos e quando eu cheguei no Brasil parecia um mundo novo – é claro que MUITA coisa continua igual também.

E para aqueles que são cheios de Fé em Deus, assim como eu: Ele sabe o que faz, o Senhor tem um plano para tudo e só nos resta viver da melhor forma possível, aceitando e deixando Deus nos guiar. 

Como o meu intercâmbio começou da maneira mais divertida!

Meu intercâmbio começou da maneira mais engraçada possível, e eu amei isso! Vou contar a história desde quando deixei o Brasil.
Quem conhece sabe que a minha família brasileira é mega grande, animada e unida, o que favoreceu para eles alugarem um micro-ônibus e me levarem ao aeroporto no dia 31 de julho. Despedidas pra lá, despedidas pra cá, muitas fotos e muita choradeira com certeza descrevem a minha última hora no Brasil. 
Eu havia contratado ajuda da companhia aérea, então sempre tinha alguém comigo nos aeroportos. Assim, 21h30 a mulher me levou para fazer o embarque.
Meu primeiro vôo demorou mais ou menos 9h e o destino era Atlanta (esse aeroporto é enorme, se eu estivesse sozinha teria me perdido muitas vezes!!!). Infelizmente não consegui dormir nada naquela noite e passei as 9 horas assistindo filmes, ouvindo músicas ou lendo todos as mensagens que meus familiares e amigos escreveram em um caderno (amei todas, galera). 
Eu fiz conexão no tal aeroporto gigante internacional de Atlanta, o que foi bem legal, pois eles me levaram pra uma sala especial onde tinha comida, bebida, jogos e wifi tudo de graça (aí, sim!). 


De Atlanta eu fui para a Philadelphia, onde minha família me buscou e lá que a história engraçada começou.  
Como eu disse, sempre havia alguém me ajudando nos aeroportos e com essa ajuda eles só podiam me deixar sair quando me entregassem pra minha host mom.
Sendo assim, a moça do Aeroporto Internacional da Philadelphia ligou para a minha mãe perguntando onde ela estava, e eles estavam em outro terminal (sim, hahaha). A minha mom e as minhas irmãs vieram pro meu terminal, mas elas precisavam me buscar dentro da sala de desembarque (isso faz parte da ajuda que eu contratei), ou seja, precisaram pegar toda a fila da segurança e tudo mais. Mais de 1 hora depois do meu avião ter pousado e finalmente com eles, nós fomos buscar as minhas malas, que já não estavam mais na esteira pois nós estávamos atrasados. Após isso nós íamos para o carro, mas espera, onde estava estacionado o carro? É isso aí, eles não lembravam onde estava o veículo e nós ficamos lá, indo de um lado para o outro tentando achar - até que foi rápido. 
Na ida para a minha cidade nós paramos para almoçar em um restaurante que chama Maggianos e fica no King of Prussia (um shopping center muito muito grande).
E foi assim que meu intercâmbio começou, da maneira mais engraçada e diferente possível. Porém da maneira que eu amei, pois com certeza lembrarei disso pro resto da minha vida!  

Último dia!


A última semana no Brasil é a mais corrida, e imagino que todos os intercambistas estejam passando pela mesma coisa! É tanto para fazer, finalizar as malas, conferir os papéis... e ainda assim sempre parece que há muito para terminar. 
Uma das minhas metas era fazer um texto sobre  o que eu estou levando na mala: roupas, sapatos e acessórios - mas além de estar tudo MUITO corrido, eu estou envergonhada pelo tanto de roupa que estou levando. 
Claro que na minha opinião eu estou levando o suficiente, nada a mais nem nada a menos, porém comparando com o dos outros intercambistas, minha mala parece um guarda-roupa! 
Primeiro que eu já não quero chegar comprando. Sim, nos Estados Unidos tudo é muito barato, mas isso não pode ser um motivo para eu me tornar uma consumista louca, não é mesmo? 
Segundo, é necessário levar roupas de frio, mesmo a nossa temperatura não sendo tão baixa, ainda assim será muito útil na meia-estação. 
E terceiro, eu vou passar UM ANO no exterior, não uma viagem de 15 dias - por mais que eu lave as minhas roupas. 
Então lá vai estar eu, com uma mala grande, uma média e uma de mão. E aqui vai uma dica que eu adoro repetir: é melhor sobrar roupa do que faltar!
Para finalizar meu dia, meu blazer está prontinho para amanhã (isso mesmo, AMANHÃ!!). Com alguns pins, mas ainda vazio aos meus olhos, eu só espero voltar ao Brasil com ele sem mostrar o pano - hahaha. 





Contagem regressiva: 1 dia!!! 

Festa surpresa e a irmã indiana

Últimos dias antes do meu embarque e parece que falta cada vez mais coisa para arrumar - mesmo já estando quase tudo pronto. E aquela sensação de que com certeza você esquecerá algo? É melhor nem pensar muito nisso, dizem que pensamentos negativos atraem coisas ruins!

Por estar acontecendo tudo muito rápido eu resolvi fazer um único post tratando de dois assuntos interligados: a chegada da minha irmã indiana e a nossa festa surpresa.

Essa sexta-feira (25/07) nós fomos buscar a Musarrat no aeroporto, é claro que estávamos MUITO ansiosos para conhecer quem irá morar com a minha família. Ela é muito dedicada e me surpreendeu ao ler um texto inteiro em português. Na mesma noite recebemos presentinhos indianos que amamos!

Uma coisa muito legal é que nós estamos ensinando português a ela, e ela nos ensina inglês. Pode parecer exagero, mas ando trocando muitas palavras em português para inglês (hahaha).

Passando para a parte do texto que falamos sobre a festa surpresa, bom... Foi BEM surpresa mesmo!

Eu estava indo ao bingo do meu Rotary Club (ou achava que sim), quando minha mãe disse: Chiara, nós vamos parar na casa da sua avó para apresentar a Musarrat a eles. É claro que como uma pessoa pontual que sou, reclamei que íamos chegar atrasados!

Então, ao entrarmos na casa, minha avó disse para eu ir mostrar os cachorros deles para a Musa e quando eu acendi a luz do quintal: SUPRESA!

Família, amigos, comidas, doces, bebidas, bandeiras, fotos... Tudo para me desejar boa viagem e boas vindas à Musarrat!!

 
  



























Muito obrigada a cada um que fez isso por nós. E agora é contagem regressiva: 3 dias! 

Como minha passagem quase deu errado!

Imaginem o infarto que eu tive quando soube que pagaria mais ou menos 1.200 reais a mais do que o preço informado anteriormente! Bom galera, eu estou aqui mais para fazer um aviso do que apenas relatar os fatos.

Tudo começou pois no meu distrito rotário nós PRECISAMOS comprar a passagem aérea na CI – Central de Intercâmbio, o que é uma coisa boa, já que eles vendem a passagem mais barato para nós, além de toda a ajuda.

É importante lembrar que você só pode comprá-la com o GF (Guarantee Form) e o visto em mãos, o que também é bom, uma vez que com esses o seu intercâmbio já está confirmado e você não corre o risco de comprar a passagem e depois ter que remarcar. 

Duas semanas antes de chegar o meu visto, estava eu pesquisando os preços das passagens e passaram-me o valor de R$2.200,00. Uma semana depois de informarem esse preço, o valor tinha aumentado para R$2.500,00 – o que é normal, já que houve mudança no valor do câmbio e aproximação da data de embarque. Tudo isso para a passagem de estudante.

Mas logo que o meu visto chegou eu finalmente pude dar entrada na compra das minhas passagens aéreas, sendo assim, fomos nós de novo pedir o valor das mesmas e quase caímos para trás com a resposta: R$3.700, 00. Ao questionar o motivo do aumento, fomos informados que duas coisas haviam mudado:

  1. A passagem de estudante não estava mais disponível, pois só se pode comprar a mesma com 21 dias antes da data de embarque, e faltavam 12 para a minha (detalhe: ninguém havia nos informado sobre esse prazo para a compra).  
  2. Maior aproximação do dia da viagem, fazendo subir o preço da passagem.


Como eu disse no início do texto, eu só quero avisar a vocês para que fiquem espertos com os prazos e saibam: os preços aumentam, e MUITO!

Pins e cartões

Ter um blazer é tradição entre os intercambistas do Rotary, porém não é um blazer comum, mas sim um blazer com pins. Isso mesmo, pins.

Cada intercambista providência vários pins que representam o seu país de origem, no meu caso, o Brasil. Assim, quando encontramos outro intercambista do Rotary nós trocamos os nossos pins e colocamos o novo no nosso blazer. É por esse motivo que blazer de intercambista é sagrado, pois há um significado especial por trás de cada coisa pendurada nele.


A imagem abaixo é de um blazer de intercambista do Rotary, não é meu, mas pelo menos vocês podem ter uma noção de como é.

Blazer - dono  

Eu comprei os meus pins no site http://www.jubalibotons.com/. Achei que os preços estavam bons, além de que a entrega foi feita em 2 dias. Pedi 400 pins personalizados de 4 modelos diferentes: 









Outra tradição são os cartões de “visita”, que possuem suas informações. Assim como os pins, esses cartões também são trocados entre os intercambistas. Eu mandei fazer 500 cartões na MDC Gráfica Digital (Telefone: 19 3524-6055) por R$50,00. 









Como tirar o visto americano de intercambista (J1)

E aí, galera? Tudo bom?

Para quem não sabe, os intercambistas possuem um visto específico para entrar nos Estados Unidos: o J1 (Visto de Não-Imigrante para Intercambista). Ele vale somente para o seu período de estada no país hospedeiro, ou seja, se o seu intercâmbio for de 4 meses, ele valerá somente por 4 meses. 

Para obter o visto é necessário ter em mãos inicialmente o seu DS-2019 (que você receberá do seu país hospedeiro) e as informações sobre a escola, família e conselheiro nos Estados Unidos. 

Após estar com essas informações, você deverá preencher o DS-160, que pode ser feito online através do site do consulado. No meu caso, eu tirei o visto no Consulado Americano de São Paulo, no site: https://ceac.state.gov/genniv/



Esse DS-160 é constituído por várias perguntas (muitas perguntas!) sobre você, sobre o lugar que você ficará nos Estados Unidos, se você for menor de idade (assim como eu) terá perguntas sobre o responsável e sobre quem está pagando a sua viagem. Não há segredo para respondê-las. No final, aparecerá uma página como esta abaixo com suas respectivas informações, você deverá imprimi-la e levá-la no dia do CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e entrevista. 




É necessário pagar também a taxa SEVIS (Student and Exchange Visitor Program), você deverá pagá-la no site:  https://fmjfee.com/i901fee/desktop/index.jsp. Imprima a confirmação do pagamento desta taxa, para assim também levá-la no CASV e na entrevista. 

Após estar com as duas taxas (taxa do DS-160 e a SEVIS) é hora de agendar a sua entrevista. Você poderá agendá-la no site: https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/ss_country_welcome



É importante lembrar que será necessário agendar dois dias diferentes, primeiro no CASV e depois no Consulado. E por último você receberá um e-mail confirmando os dias e os horários agendados, imprima este e também leve no CASV e na entrevista.

DICA: para quem não for da cidade de São Paulo e estiver tirando o visto por lá, tentar agendar o Consulado logo no dia seguinte do CASV.

O que eu devo levar obrigatoriamente no CASV e no consulado?
- Confirmação do DS-160
- DS-2019
- Confirmação de agendamento (o e-mail)
- Confirmação do pagamento da taxa SEVIS
- Passaporte

O que é interessante levar além desses documentos?
- Gurantera Form
- Boletim escolar traduzido em inglês
- Carta da escola americana 
- Informações sobre seu conselheiro nos Estados Unidos
- Carta para intercambistas do governo americano. 

O que acontece no CASV? Lá no CASV, você somente entregará a confirmação do DS-160 e a confirmação do agendamento da entrevista. Se você ainda não tirou a foto pedida, lá será feito isso. DICA: se você chegar um pouco antes, consegue entrar mais cedo do que o horário agendado, o procedimento é bem rápido.

O que acontece no Consulado no dia da entrevista? Primeiramente, leve TODOS os documentos pedidos, nunca se sabe o que o entrevistador pedirá. Não vá de cinto, não leve celular ou qualquer aparelho eletrônico, recomendo que as meninas tirem os brincos. DICA: chegue um pouquinho mais cedo, a fila é ENORME e não é em ordem de agendamento. Lá dentro você pegará um monte de fila e esperará seu nome ser chamado, depois é mais uma fila até que você seja entrevistado. 

Como é a entrevista? Bom, há muitos entrevistadores, então pode ser que cada uma faça de um jeito. A minha foi super tranquila, ela perguntou para onde eu estava indo e com o que os meus pais trabalhavam. Ela também perguntou se eu sabia falar inglês, eu respondi que sabia um pouco e a entrevista continuou em português. Mas relaxem, é tranquilo. 

É mais ou menos isso, espero que eu tenha ajudado!


Agora eu vou até o fim e um pouquinho mais!

Agora está chegando a pior, e ao mesmo tempo, a melhor parte de um pré-intercâmbio. Você já começa a pensar no tempo que vai ficar sem fazer determinada coisa, quanto tempo vai ficar sem ver alguém, você percebe que ainda nem saiu do seu país e já está morrendo de saudades. Mas a ansiedade também aumenta, aquela vontade de estar nos Estados Unidos amanhã, aquele desejo de partir agora. E então você se pergunta: sou só eu ou todos os intercambistas passam pela mesma situação? Essa é uma resposta que eu gostaria muito de saber!
Seu subconsciente começa a te lembrar que a vida das pessoas continuará aqui no Brasil, só que sem você. Sua irmã mais nova vai aprender a ler, seus avós vão ficar mais velhos, seus pais acharão outro alguém para dizer que essa pessoa não ajuda nada em casa, suas professoras de dança criarão coreografias maravilhosas que você não participará, suas amigas irão à shoppings e festas e o máximo que você verá serão as fotos. Pois é, intercambista, todo mundo seguirá com suas vidas. Mas você não ia gostar que eles simplesmente te esperassem de braços cruzados, não é?
E então é a vez daquele anjinho, que sentado no seu ombro, começa a falar no pé do seu ouvido. Ele te lembra da incrível experiência que você vai viver, das pessoas maravilhosas que vai conhecer, dos lugares lindos que vai frequentar.
Esse anjinho também te faz perceber que a sua vida vai continuar, mesmo estando longe de todas as pessoas que você ama aqui no Brasil. E é nesse momento, enquanto o tal anjinho está falando, que você percebe que vai valer a pena, que já está valendo. Que tudo isso é muito mais do que você sonhou, que não importa o quanto você sinta saudades, você ainda sabe que tem algo muito mais especial esperando por você e que você vai até o fim e um pouquinho mais. 

Conhecendo a Pensilvânia

Quando falo para onde vou, as pessoas me perguntam aonde fica a Pensilvânia, e é por esse motivo que eu resolvi fazer esse post, para contar um pouquinho do Estado em que eu vou ficar. 

A Pensilvânia está localizada no Nordeste dos Estados Unidos, fazendo fronteira com os Estados de Nova York, Nova Jersey, Delaware, Maryland, West Virginia, Ohio e com a província de Ontário (Canadá). O Estado em 
vermelho no mapa abaixo é a Pensilvânia:


A Pensilvânia é um dos Estados mais industrializados e urbanizados dos Estados Unidos, sendo uma grande produtora de produtos alimentícios industrializados, e de produtos químicos e eletrônicos em geral.

Lá foi um dos berços da Revolução Industrial no país, além de ter sido uma das Treze Colônias britânicas que se rebelaram contra o domínio inglês na região, na chamada Guerra da Independência dos Estados Unidos da América. Também foi na Pensilvânia que a declaração de independência e a constituição americana foram criadas. Após ter ratificado a Constituição Americana, a Pensilvânia se tornou o segundo Estado americano. Durante a Guerra Civil Americana, este território tornou-se palco da batalha mais sangrenta desta guerra, a Batalha de Gettysburg.

Informações básicas sobre a Pensilvânia:
Capital: Harrisburg
Maior cidade: Filadélfia
População estadual: 12.702.379 (6° Estado americano mais populoso).

Mar Sem Fim


  Às vezes encontramos nos mais improváveis lugares palavras e textos em que nos identificamos, ficamos surpresos, anotamos em um papel qualquer e esperamos não esquecer de ler e reler para sempre lembrar que há mais alguém no mundo passando pelas mesmas experiências que você.
   Hoje foi mais ou menos assim, ele estava perdido (ou não) no meio de um simulado escolar, esperando para ser notado por alguém não tão concentrado, alguém que pudesse compreendê-lo, que pudesse enxergar entre as linhas. E aqui estou eu, tão apaixonada por esse trecho a ponto de compartilhá-lo com vocês, espero que gostem e que possam se identificar tanto quanto eu.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir e ver."

                                                                       - Mar Sem Fim, Amyr Klink