A Intercambista

Pins e cartões

Ter um blazer é tradição entre os intercambistas do Rotary, porém não é um blazer comum, mas sim um blazer com pins. Isso mesmo, pins.

Cada intercambista providência vários pins que representam o seu país de origem, no meu caso, o Brasil. Assim, quando encontramos outro intercambista do Rotary nós trocamos os nossos pins e colocamos o novo no nosso blazer. É por esse motivo que blazer de intercambista é sagrado, pois há um significado especial por trás de cada coisa pendurada nele.


A imagem abaixo é de um blazer de intercambista do Rotary, não é meu, mas pelo menos vocês podem ter uma noção de como é.

Blazer - dono  

Eu comprei os meus pins no site http://www.jubalibotons.com/. Achei que os preços estavam bons, além de que a entrega foi feita em 2 dias. Pedi 400 pins personalizados de 4 modelos diferentes: 









Outra tradição são os cartões de “visita”, que possuem suas informações. Assim como os pins, esses cartões também são trocados entre os intercambistas. Eu mandei fazer 500 cartões na MDC Gráfica Digital (Telefone: 19 3524-6055) por R$50,00. 









Como tirar o visto americano de intercambista (J1)

E aí, galera? Tudo bom?

Para quem não sabe, os intercambistas possuem um visto específico para entrar nos Estados Unidos: o J1 (Visto de Não-Imigrante para Intercambista). Ele vale somente para o seu período de estada no país hospedeiro, ou seja, se o seu intercâmbio for de 4 meses, ele valerá somente por 4 meses. 

Para obter o visto é necessário ter em mãos inicialmente o seu DS-2019 (que você receberá do seu país hospedeiro) e as informações sobre a escola, família e conselheiro nos Estados Unidos. 

Após estar com essas informações, você deverá preencher o DS-160, que pode ser feito online através do site do consulado. No meu caso, eu tirei o visto no Consulado Americano de São Paulo, no site: https://ceac.state.gov/genniv/



Esse DS-160 é constituído por várias perguntas (muitas perguntas!) sobre você, sobre o lugar que você ficará nos Estados Unidos, se você for menor de idade (assim como eu) terá perguntas sobre o responsável e sobre quem está pagando a sua viagem. Não há segredo para respondê-las. No final, aparecerá uma página como esta abaixo com suas respectivas informações, você deverá imprimi-la e levá-la no dia do CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e entrevista. 




É necessário pagar também a taxa SEVIS (Student and Exchange Visitor Program), você deverá pagá-la no site:  https://fmjfee.com/i901fee/desktop/index.jsp. Imprima a confirmação do pagamento desta taxa, para assim também levá-la no CASV e na entrevista. 

Após estar com as duas taxas (taxa do DS-160 e a SEVIS) é hora de agendar a sua entrevista. Você poderá agendá-la no site: https://usvisa-info.com/pt-br/selfservice/ss_country_welcome



É importante lembrar que será necessário agendar dois dias diferentes, primeiro no CASV e depois no Consulado. E por último você receberá um e-mail confirmando os dias e os horários agendados, imprima este e também leve no CASV e na entrevista.

DICA: para quem não for da cidade de São Paulo e estiver tirando o visto por lá, tentar agendar o Consulado logo no dia seguinte do CASV.

O que eu devo levar obrigatoriamente no CASV e no consulado?
- Confirmação do DS-160
- DS-2019
- Confirmação de agendamento (o e-mail)
- Confirmação do pagamento da taxa SEVIS
- Passaporte

O que é interessante levar além desses documentos?
- Gurantera Form
- Boletim escolar traduzido em inglês
- Carta da escola americana 
- Informações sobre seu conselheiro nos Estados Unidos
- Carta para intercambistas do governo americano. 

O que acontece no CASV? Lá no CASV, você somente entregará a confirmação do DS-160 e a confirmação do agendamento da entrevista. Se você ainda não tirou a foto pedida, lá será feito isso. DICA: se você chegar um pouco antes, consegue entrar mais cedo do que o horário agendado, o procedimento é bem rápido.

O que acontece no Consulado no dia da entrevista? Primeiramente, leve TODOS os documentos pedidos, nunca se sabe o que o entrevistador pedirá. Não vá de cinto, não leve celular ou qualquer aparelho eletrônico, recomendo que as meninas tirem os brincos. DICA: chegue um pouquinho mais cedo, a fila é ENORME e não é em ordem de agendamento. Lá dentro você pegará um monte de fila e esperará seu nome ser chamado, depois é mais uma fila até que você seja entrevistado. 

Como é a entrevista? Bom, há muitos entrevistadores, então pode ser que cada uma faça de um jeito. A minha foi super tranquila, ela perguntou para onde eu estava indo e com o que os meus pais trabalhavam. Ela também perguntou se eu sabia falar inglês, eu respondi que sabia um pouco e a entrevista continuou em português. Mas relaxem, é tranquilo. 

É mais ou menos isso, espero que eu tenha ajudado!


Agora eu vou até o fim e um pouquinho mais!

Agora está chegando a pior, e ao mesmo tempo, a melhor parte de um pré-intercâmbio. Você já começa a pensar no tempo que vai ficar sem fazer determinada coisa, quanto tempo vai ficar sem ver alguém, você percebe que ainda nem saiu do seu país e já está morrendo de saudades. Mas a ansiedade também aumenta, aquela vontade de estar nos Estados Unidos amanhã, aquele desejo de partir agora. E então você se pergunta: sou só eu ou todos os intercambistas passam pela mesma situação? Essa é uma resposta que eu gostaria muito de saber!
Seu subconsciente começa a te lembrar que a vida das pessoas continuará aqui no Brasil, só que sem você. Sua irmã mais nova vai aprender a ler, seus avós vão ficar mais velhos, seus pais acharão outro alguém para dizer que essa pessoa não ajuda nada em casa, suas professoras de dança criarão coreografias maravilhosas que você não participará, suas amigas irão à shoppings e festas e o máximo que você verá serão as fotos. Pois é, intercambista, todo mundo seguirá com suas vidas. Mas você não ia gostar que eles simplesmente te esperassem de braços cruzados, não é?
E então é a vez daquele anjinho, que sentado no seu ombro, começa a falar no pé do seu ouvido. Ele te lembra da incrível experiência que você vai viver, das pessoas maravilhosas que vai conhecer, dos lugares lindos que vai frequentar.
Esse anjinho também te faz perceber que a sua vida vai continuar, mesmo estando longe de todas as pessoas que você ama aqui no Brasil. E é nesse momento, enquanto o tal anjinho está falando, que você percebe que vai valer a pena, que já está valendo. Que tudo isso é muito mais do que você sonhou, que não importa o quanto você sinta saudades, você ainda sabe que tem algo muito mais especial esperando por você e que você vai até o fim e um pouquinho mais. 

Conhecendo a Pensilvânia

Quando falo para onde vou, as pessoas me perguntam aonde fica a Pensilvânia, e é por esse motivo que eu resolvi fazer esse post, para contar um pouquinho do Estado em que eu vou ficar. 

A Pensilvânia está localizada no Nordeste dos Estados Unidos, fazendo fronteira com os Estados de Nova York, Nova Jersey, Delaware, Maryland, West Virginia, Ohio e com a província de Ontário (Canadá). O Estado em 
vermelho no mapa abaixo é a Pensilvânia:


A Pensilvânia é um dos Estados mais industrializados e urbanizados dos Estados Unidos, sendo uma grande produtora de produtos alimentícios industrializados, e de produtos químicos e eletrônicos em geral.

Lá foi um dos berços da Revolução Industrial no país, além de ter sido uma das Treze Colônias britânicas que se rebelaram contra o domínio inglês na região, na chamada Guerra da Independência dos Estados Unidos da América. Também foi na Pensilvânia que a declaração de independência e a constituição americana foram criadas. Após ter ratificado a Constituição Americana, a Pensilvânia se tornou o segundo Estado americano. Durante a Guerra Civil Americana, este território tornou-se palco da batalha mais sangrenta desta guerra, a Batalha de Gettysburg.

Informações básicas sobre a Pensilvânia:
Capital: Harrisburg
Maior cidade: Filadélfia
População estadual: 12.702.379 (6° Estado americano mais populoso).

Mar Sem Fim


  Às vezes encontramos nos mais improváveis lugares palavras e textos em que nos identificamos, ficamos surpresos, anotamos em um papel qualquer e esperamos não esquecer de ler e reler para sempre lembrar que há mais alguém no mundo passando pelas mesmas experiências que você.
   Hoje foi mais ou menos assim, ele estava perdido (ou não) no meio de um simulado escolar, esperando para ser notado por alguém não tão concentrado, alguém que pudesse compreendê-lo, que pudesse enxergar entre as linhas. E aqui estou eu, tão apaixonada por esse trecho a ponto de compartilhá-lo com vocês, espero que gostem e que possam se identificar tanto quanto eu.

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para conhecer o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores ou doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir e ver."

                                                                       - Mar Sem Fim, Amyr Klink 

Minha família hospedeira



 Fui dormir super ansiosa, já tinha perdido a conta de quantas vezes havia checado meu e-mail para saber se minha host family havia me respondido, mas nada. E foi às 6h20min, quando ainda estava sonolenta, que verifiquei minha caixa de e-mail mais uma vez, e lá estava ela, chamando minha atenção como se piscasse em meio a tantas outras: a resposta da minha família hospedeira. Com o coração em um ritmo totalmente descompassado comecei a ler palavra por palavra, minha felicidade só aumentava!
 Como já havia dito, meu próximo destino é Fleetwood, na Pensilvânia. Tammy, minha mãe hospedeira, contou que a cidade possui 1.400 casas e 4.000 habitantes, ela disse também que foi eleita prefeita, e que meu host dad é um dos diretores da escola, além de ser gerente de compras. 

 Minha casa fica a 3 minutos de caminhada da Fleetwood Area High School, facilitando para que eu participe de clubes e atividades escolares. Eu terei duas irmãs mais novas, ambas participam da banda da escola. 
Minha família adora andar a cavalo e assistir musicais da Broaday, o que me deixou super animada já que a cidade de Nova York fica apenas 2 horas da minha. Estou muito contente, pois eles aparentam ser pessoas muito boas, educadas e simpáticas. 

Um partindo, o outro chegando

  É impressionante como o tempo está passando rápido, provavelmente daqui uns 3 meses eu estarei desembarcando no Aeroporto Internacional da Filadélfia, com uma mistura de sentimentos e pensamentos.
  E em menos de 3 meses alguém também estará chegando no Brasil, provavelmente tão confuso quanto eu, para morar em minha casa. É para falar dessa pessoa que venho aqui hoje.
  A menina que virá em minha contrapartida é de Mumbai, a maior e mais importante cidade da Índia, e se chama Musarrat.
  Minha família e eu ficamos super animados com essa notícia, pois ela aparenta ser muito educada e dedicada, além de ter gostos muito parecidos com os meus. 
   Não me lembro se já comentei sobre isso anteriormente, mas no intercâmbio pelo Rotary é necessário haver um rodízio entre famílias, ou seja, a Musarrat ficará hospedada em mais duas casas além da minha. Eu espero que ela goste muito de todas elas, pois foram escolhidas com muito carinho.  

Próxima parada: Pensilvânia




Minha cabeça está uma bagunça, eu não sei o que escrever, muito menos como começar esse texto! O fato é que eu finalmente fiquei sabendo para onde vou, e não foi só isso, também sei a minha escola e a minha primeira família!
Meu destino é Fleetwood, um distrito localizado no estado norte-americano da Pensilvânia, no Condado de Berks, sua população é de 4028 habitantes, segundo o censo de 2006.  A minha escola se chama Fleetwood Area High School, e está localizada na minha “cidade”.
Por enquanto eu não vou comentar sobre minha host family, pois ainda não entrei em contato com eles, mas posso dizer que estou muito feliz com todas essas notícias, e que a ansiedade só está aumentando!
É claro que eu já fui ver tudo no Google Maps, e adorei! Minha casa é perto da escola, o que é muito bom, e o legal é que por ser muito pequenininha, os lugares são muito próximos!
Bom, depois de mais de 5 meses esperando, finalmente eu obtive respostas, e estou muito contente com elas. Pensilvânia, aqui vou eu! 

 

ESSEX, here I go!

Tantas coisas estão passando pela minha cabeça nesse exato momento que eu nem consigo pensar em uma introdução descente para esse texto. O fato é que finalmente hoje, depois de 115 dias esperando por alguma informação, eu recebi um e-mail para lá de especial.

A mensagem era do Rotary dos Estados Unidos, mais precisamente, do ESSEX.

Para quem não conhece, o ESSEX é uma organização de 35 distritos rotários e responsável ​por intercâmbios de alguns estados na parte leste dos Estados Unidos, Quebec - Canadá e Bermudas.

No e-mail dizia que os meus documentos foram entregues para o Rotary Eastern States Student Exchange (ESSEX), e que eles estão ansiosos para me receberem nesse ano de intercâmbio.

O comunicado complementava que ainda é muito cedo para me informarem exatamente onde eu irei ficar, mas que disponibilizarão essa informação assim que puderem.  

Agora é só esperar, e torcer para que tudo continue dando certo!

Presentes!

O tempo vai passando, e a minha ansiedade em saber o lugar exato para onde eu vou está só aumentando, hoje faz exatamente 3 meses que eu escolhi os Estados Unidos como destino da minha nova vida.
Outro dia, uma pré-intercambista (assim como eu) compartilhou uma frase que me deixou bastante intrigada: “O intercâmbio não é um ano na vida, é uma vida em um ano.”
Se você não vai ou nunca fez intercâmbio, não sabe como é difícil essa espera, sério, você literalmente respira intercâmbio 24 horas por dia! Tudo o que você faz você pensa no seu intercâmbio, cada coisinha!
É por causa dessa ansiedade louca que eu já fui atrás dos presentinhos, presentes para as famílias, para o pessoal do Rotary dos EUA, para os amigos, e até mesmo para trocar com outros intercambistas que eu encontrarei lá.
Ta, não foi só por causa da ansiedade, mas aqui vai uma dica: quando chegar mais perto da Copa, vão subir muito os preços das coisas do Brasil, então é melhor já ir comprando a maior parte agora.

Eu e minha irmã fomos até a 25 de Março, em São Paulo, e achamos um monte de coisas com preços incríveis, claro que eu trouxe fotos para vocês terem ideias do que podem comprar também! 

                                            

  

                                     
                                               
                                         






Onde encontrar: Armarinhos Fernando, Armarinhos Universal, José Luai - Atacado e Varejo, Galeria Girassol, e etc.